segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

AVISO AOS FUMANTES








Este é mais um texto-depoimento de quem parou de fumar. Tentando não repetir tudo que já li,e que aliás é fundamental ser levado em consideração no processo de abandonar o cigarro, falo do que não me foi contado. Todo mundo sabe que o cigarro contém mais de 4500 substâncias tóxicas como alcatrão, polônio 210 e urânio (sendo que os dois últimos são radioativos), dentre as quais 43  são comprovadamente cancerígenas e que a nicotina é uma droga extremamente viciante, que causa dependência física e psicológica. Dizem que Freud deixou a cocaína, mas não foi capaz de abandonar a nicotina, e que só o crack consegue exercer maior dependência no organismo.  No Brasil, o tabagismo é responsável por mais de 120.000 mortes ao ano. Durante décadas o tabagismo foi amplamente divulgado e incentivado pela indústria cinematográfica e pela propaganda de maneira geral como sinônimo de charme, sofisticação e glamour. Uma completa enganação, motivada por lucros enormes em detrimento da saúde de milhões de pessoas pelo mundo afora.
A gente sabe, mas a gente fuma. Primeiro por curiosidade, depois porque gosta, depois porque vicia. E chega um dia em que a fumaça deixa de ser prazerosa e torna-se uma parte inconveniente sua. O grau de dificuldade em deixar a nicotina depende de cada pessoa, principalmente porque o tabagismo é uma doença como a diabetes, por exemplo. Tem gente que não pode comer doce porque não consegue metabolizar a glicose. Tem gente que não pode fumar porque tem grande chance de desenvolver o vicio. Sortudos são aqueles expostos aos apelos do cigarro que não têm predisposição ao fumo. Mas se você tem e fuma deve tomar uma providência.  Não precisa achar que você tem fraqueza de espírito.
Sem dúvida, parar de fumar, seja com auxilio de adesivos ou medicamentos que inibem os receptores de nicotina, tem a ver com força de vontade e mudança de hábitos. Tem que desejar ser diferente, ou melhor, ser a  versão original de você mesmo. Não é só o paladar e o olfato que melhoram. E olha que estes sentidos provocam sensações bem legais quando funcionam normalmente. A respiração melhora e a aula de yoga é feita com muito mais concentração. Aquela corridinha pra o ônibus ou subir três lances de escada com compras conversando não te fazem sentir cansada. E correr então? Gostoso demais! Chegar suada e tomar uma ducha J E há outros sentidos que são resgatados. O cigarro te muda: em vez de chorar você fuma, quando está alegre fuma, se está ansiosa com o trabalho fuma, uma cervejinha pede um cigarro, depois do almoço e dirigindo na estrada tem que aceder um. Ahhh nein! Cansei. Quero sentir tudo de outro jeito, mais natural, mais espontâneo, mais meu. Sentir frio na barriga, rir sem baforadas, chorar com vontade, esperar o ônibus ou o engarrafamento com a sabedoria de um japonês, escutar o rádio com a janela do carro fechada, estudar até quando der e não até quando o cigarro acabar.
Eu espero que tudo esteja sendo lido com um enorme otimismo. E há mais um incentivo: quando se pára de fumar há um período em que se experiência sonhos vividos! Sabe aquele sonho que a gente cai da escada de verdade e dá uma descidinha na cama? Agora os seus sonhos serão deste jeito por um tempo, ou seja, você consegue se lembrar de coisas gravadas no seu inconsciente. Claro que as reações adversas são diferentes para cada pessoa. Mas vai lá, coma legumes e pare de fumar!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

o benefício da dúvida

Me dei conta de como as pessoas tendem a esperar sempre o pior umas das outras. O outro é sacana, quer tirar vantagem, não pensou em você, é esperto. E você não quer fazer papel de bobo. Sem fazer apologia a uma convivencia ideal, e portanto, irreal, to achando um saco isso. Acho que gentileza gera gentiza e daí boas intenções idem.  Por que não dar o benefício da dúvida?